Revoltas Regenciais

      Algumas das revoltas de caráter popular que atraiu diversos grupos sociais em cena, que politizavam as ruas como imprensa, as camadas pobres, classe média, de todos os níveis sociais, que até então excluídas das participações ativas na sociedade Imperial.

Mapa das Revoltas Regenciais

      As regiões que estão demarcadas foram algumas das regiões que foram palco do cenário político das Revoltas Regenciais. Com este mapa podemos entender geograficamente as regiões das províncias do Brasil que foram revoltas que culminaram durante todo o período regencial e cada uma delas com suas características de tendência exaltada, caramuru, escrava e etc.

Mapa das Revoltas Regenciais

Revolta dos Cabanos 1832

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      Ocorreu nas províncias Alagoas e Pernambuco de tendência caramuru. Os cabanos eram pequenos proprietários, escravos, camponeses, índios. Queriam a volta de D. Pedro I e defendiam a igreja católica. O líder dos cabanos era sargento e filho de padre que desertara do Exercito. Os cabanos enfrentaram tropas do governo dentro das matas da região, e foram caçados de forma desumana. Para muitos dos cabanos a guerrilha significou início de uma esperança pela liberdade, desejavam direito de terras e melhoria vida.

     Em 1834, com a morte D. Pedro I, desanimou os cabanos a continuar com sua resistência ao Governo. Mais os governantes de Alagoas e Pernambuco decidiram cercá-los  na mata e foram caçados como animais.

Revolta da Balaiada 1838 e 1841

balaiada

     Ocorreu na província do Maranhão, ficou conhecida como Balaiada por que um dos líderes era fabricante de balaios ( artesanato popular brasileiro,  cestos de várias formas feitos das folhas de palmeiras) , revolta de tendência exaltada . Grande parte da população pobre,  era contra a política de fazendeiros da região que comandava a região do Maranhão utilizando a violência para resolver seus objetivos econômicos e políticos.

    Os balaios reuniram até 11 mil homens em armas e ocupou a segunda maior cidade da província Caxias, o movimento enfraqueceu com divisões internas entre ex-escravos e escravos e em 1840 foi derrotado o movimento dos Balaios.

Revolta do Malês 1835       

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Revolta do Malês

    Revolta formada por escravos islâmicos de origem africana pertenciam de várias etnias, a sublevação ocorreu em Salvador, na província da Bahia. Os revoltosos desejavam a liberdade dos escravos de religião islâmica que sabiam ler e escrever em árabe e queriam manter a escravidão de cativos de outra etnia.  Em 1835 os escravos de origem africana tomam de assalto Salvador, foram derrotados em combate com as forças militares do Governo. Os revoltosos que não foram mortos foram castigados com açoites, degredos e prisão até a morte.

 Revolta da Sabinada 1837

   Revolta de tendência Exaltada na Bahia, formada pelas camadas médias urbanas, pequenos proprietários, profissionais liberais; oficiais liberais Baseados no federalismo, liberalismo radical contra o Governo Regencial. Os revoltosos tomaram Salvador e proclamaram Bahia com independente, mas continuando sendo unidade brasileira, esta revolta ampliou outras camadas da população, os pobres urbanos.

sabinada

     Todos foram perseguidos e capturados presos em condições desumanas e Salvador viveu por alguns anos sob intervenção militar. A sabinada tem ligação com Revolta Farroupilha por que ambas desejavam o modelo político de federalismo dos Estados Unidos.

Revolta da Cabanagem (1835-1840)

            Revolta popular que envolveu camadas pobres, índios, mestiços, escravos foragidos, pequenos lavradores, e uniu outros grupos sociais urbano, como comerciantes, fazendeiros, parcela da elite local  descontente com a centralização do Governo Imperial e a falta de autonomia da província. A maioria dos revoltosos pertencia às camadas mais pobres da população e viviam em casas semelhantes a cabanas às margens dos rios e tinham uma péssima qualidade de vida, viviam em péssimas condições de miséria e fome. Os cabanos e parcela da elite local se uniram contra o governo Regencial com o objetivo de tornar a província do Grão-Pará independente. Os cabanos desejavam melhores condições de vida e a parcela da elite local desejavam mais participação política administrativa da província . Os revoltosos chegaram conquistar Belém, mais foram reprimidos violentamente, causando muita morte entres os cabanos.

 cabagem

          Um dos movimentos revolucionários mais importantes do Período Regencial, o único em que as camadas inferiores da população conseguiram tomar o poder de uma província, mesmo que durante pouco tempo.

Revolta Farroupilha ou República Riograndense (1835-1845)

No inicio do século XIX, os estancieiros e os charqueadores eram os representantes das duas principais atividades econômicas do Rio Grande do Sul. Como centro exportador de couro para a Europa e os Estados Unidos.  Diferentemente de outras províncias, a produção se voltava para o mercado externo, e também produzia principalmente para o mercado interno. Era uma província que tinha sua autonomia comercial.

            A Guerra dos Farrapos atingiu seu auge. E foi também nesse momento que a revolta começou a perder impulso. E isso por dois motivos: a revolta farroupilha tinha uma estreita base social e a ela não aderiu à totalidade da população rio-grandense; por outro, a própria característica de sua economia, subordinada, ao setor agroexportador, não permitia que ela se desligasse do resto do Brasil.

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        Somente em 1842, com a designação do barão de Caxias, os farrapos foram dominados. O novo chefe da repressão adotou meios eficientes: cortou as vias de comunicação do Rio Grande, isolando-os do Uruguai; procurou negociar com os rebeldes, afastando o radicalismo e abrandando o ânimo revolucionário. O governo imperial agiu da mesma forma cautelosa, decretando, como queriam os estancieiros, uma tarifa de importação de 25% sobre a carne salgada da região do Prata. Em 1º março de 1845, já durante o Segundo Reinado, celebrou-se o acordo de paz entre as tropas imperiais e as forças farroupilhas. Esse acordo assegurava vantagens exigidas pelos fazendeiros gaúchos: os revoltosos não seriam punidos e receberiam a anistia do imperador; os soldados e oficiais do exército farroupilha seriam incorporados ao exército imperial, ocupando postos militares equivalentes; os escravos fugitivos que lutavam ao lado dos farroupilhas teriam direito a liberdade.

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